terça-feira, 16 de agosto de 2011

Começo.


Sim. Fato. Ponto. Sei que vocês devem estar esperando palavras desequilibradas. Eu acho que toda palavra é louca por si mesma. Não sei. Esse espaço servirá como relato de meus dias aqui. Não quero entrar em meus detalhes pessoais porque poderia criar uma certa polêmica. Também não vou revelar qual é o exato lugar que estou. Não importa, afinal de contas poderia ser qualquer casa de tratamento e ainda sim seria meu querido manicômio.  Imagino que será bom escrever aqui pra passar o tempo. Os dias as vezes podem ser intermináveis e quase todos já encontraram alguma defesa secreta pra sobreviver. Essa, espero, será a minha. 

Posteriormente, contarei minha história e como cheguei até aqui. Tenho tempo. 

Agora preciso ir. Tenho grupo às 17:00 pm. Não quero ir, mas tenho que ir. Uma grande farsa, gente decidindo quem está louco e quem não está. Estamos. Simples assim. Na Grécia antiga, o louco era visto como um portador de um saber divino, intermediador entre os mortais e os imortais. Hoje é um pouco diferente.

Até logo,
Gregor 

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